Deslocamento ambiental:

distinções conceituais, causas e lacunas na proteção jurídica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18226/22370021.v16.n1.11

Palabras clave:

mudanças climáticas, desastres naturais, direitos humanos, mobilidade populacional

Resumen

O artigo analisa o deslocamento ambiental no Brasil entre 2015 e 2025, identificando causas naturais e antrópicas, seus impactos sobre as populações e as respostas jurídicas e institucionais disponíveis, além de discutir a urgência de um marco normativo específico. A pesquisa adotou abordagem hipotético-dedutiva, de natureza documental e bibliográfica, com recorte temporal de 2015 a 2025, destacando o biênio 2015–2016 como período crítico. A metodologia integrou análises qualitativas e quantitativas, utilizando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) sobre queimadas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) sobre secas e inundações e da Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre barragens, além de relatórios institucionais, legislações e literatura científica. Os resultados evidenciaram que os deslocamentos foram provocados principalmente por quatro vetores de risco: queimadas, secas prolongadas, inundações e rompimentos de barragens. Tais eventos comprometeram a segurança alimentar, os meios de subsistência e a moradia de milhares de famílias, gerando deslocamentos internos em larga escala. As secas ocasionaram perdas severas na produção agrícola, sobretudo no semiárido nordestino, associadas ao esvaziamento populacional. As queimadas, intensificadas por desmatamento e conflitos fundiários, tiveram ápice nos incêndios do Pantanal em 2020. As inundações afetaram áreas urbanas e rurais, com destaque para o Rio Grande do Sul em 2024. Já os rompimentos de barragens evidenciaram falhas estruturais e regulatórias. Conclui-se que persistem lacunas jurídicas e institucionais, sendo necessária a consolidação de políticas públicas integradas e de um marco legal específico.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Thiago José da Silva, Universidade Evangélica de Goiás

Mestrando em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente. Professor de Direito Civil, Processo Civil e Prática Cível no Centro Universitário de Goianésia (UNIEGO), onde orienta projetos de iniciação científica e trabalhos de conclusão de curso. Advogado e professor de espanhol desde 2004, com atuação no ensino fundamental, médio e pré-vestibular. Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estadual de Goiás (2012) e em Direito pela Faculdade Evangélica de Goianésia (2022). Idealizador, maestro, arranjador e saxofonista do grupo Da Capo Musical. Atualmente é sócio do TJ Advocacia. Trabalhou como maestro do Projeto Criar e Tocar, mantido pela Associação Educativa Evangélica. Trabalha como professor de espanhol no Colégio Tera. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas

Jordana Alves Ferreira, AgroEndoterápica

Diretora de pesquisa, desenvolvimento e inovação, e co-fundadora da AgroEndoterápica Inova Simples. Atua no desenvolvimento de novas tecnologias endoterápicas pressurizadas e bioformulações voltadas para esta técnica alternativa de aplicação de insumos em plantas. Foi pesquisadora de pós-doutorado na Embrapa Meio Ambiente - Jaguariúna-SP, em parceria com o Fort Lauderdale Research Education Center - University of Florida (UF). Doutora em Química na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Química Analítica pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Bacharelada e Licenciada em Química pelo Centro Universitário de Goiás - Uni-ANHANGUERA. Tem experiência nas técnicas: HPLC-DAD, LC-MS/MS, GC-MS/MS, AAS, MSPD, QuEChERS e SPE, atuando em temas como eficiência de translocação de agrotóxicos empregando aplicações endoterápicas em plantas perenes.

Giovana Galvão Tavares, Universidade Evangelica de Goiás

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (1993), especialização em Geociências, mestrado em Ensino e História de Ciências da Terra (2000) e doutorado em Ciências (2010), ambos pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É professora da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), onde atua no Curso de Medicina, na área de Saúde Coletiva, e no Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente (PPG-STMA). Orienta projetos de iniciação científica, extensão, dissertações de mestrado e teses de doutorado, com experiência consolidada na área de Ciências Ambientais. Coordena o grupo de pesquisa Território, Educação Ambiental e Saúde, bem como projetos que abordam as temáticas intoxicação por agrotóxicos e desastres naturais, com ênfase nos processos de adoecimento humano. Desenvolve também pesquisas em educação ambiental e práticas de ensino. Atualmente, coordena o Núcleo de Educação Ambiental Agnes W. Chagas – UniEVANGÉLICA, promovendo projetos de extensão em parceria com órgãos públicos, como a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) de Anápolis, além de organizações não governamentais.

Citas

AGÊNCIA BRASIL. Desastres naturais atingiram 93% dos municípios nos últimos 10 anos. Agência Brasil, Brasília, 27 jul. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-07/desastres-naturais-atingiram-93-dos-municipios-nos-ultimos-10-anos. Acesso em: 10 maio 2025.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Vulnerabilidade a inundações do Brasil [mapa digital]. Brasília: ANA, 2014. Disponível em: https://portal1.snirh.gov.br/ana/apps/webappviewer/index.html?id=987367629d6a4bb18e876630347cec4a. Acesso em: 11 jun. 2025.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO (ANA). Relatório de segurança de barragens 2023. Brasília: ANA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/seguranca-hidrica/cnrh/reunioes-e-eventos/reunioes-do-cnrh/plenarias/7-1-anexo_ana_relatorio-barragens-2023_compressed.pdf. Acesso em: 10 maio 2025.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO (ANA). Monitor de Secas: mapa interativo. [S.l.]: ANA, [s.d.]. Disponível em: https://monitordesecas.ana.gov.br/mapa?mes=3&ano=2025. Acesso em: 07 maio 2025.

AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO (ANM). Agência Nacional de Mineração conclui o relatório técnico sobre barragem de Brumadinho. [S.l.]: ANM, 5 nov. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias/2019/agencia-nacional-de-mineracao-conclui-o-relatorio-tecnico-sobre-barragem-de-brumadinho. Acesso em: 10 maio 2025

AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO (ANM). Barragens de Mineração. Portal de Geoinformação Mineral. [S.l.]: ANM, [s.d.]. Disponível em: https://geo.anm.gov.br/portal/apps/dashboards/4a9d32d667b14b5ba23f66b3ecc88a65. Acesso em: 07 maio 2025.

ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS (ACNUR). Rio Grande do Sul, Brasil. [s.l.]: ACNUR, [s.d.]. Disponível em: https://www.acnur.org/br/emergencias/rio-grande-do-sul-brasil. Acesso em: 10 maio 2025.

ARRUDA, V. L. S. S.; ALENCAR, A. A. C.; CARVALHO JÚNIOR, O. A.; RIBEIRO, F. F.; ARRUDA, F. V.; CONCIANI, D. E.; SILVA, W. V.; SHIMBO, J. Z. (2024). Assessing four decades of fire behavior dynamics in the Cerrado biome (1985 to 2022). Fire Ecology, v. 20, Art. 64, 2024. DOI: https://doi.org/10.1186/s42408-024-00298-4.

BATES, D. Environmental refugees? Classifying human migrations caused by environmental change. Population and Environment, v. 23, n. 5, p. 465-477, maio 2002. DOI: https://doi.org/10.1023/A:1015186001919

BECK, U. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34, 2010.

BRANDELLI, A. C.; LUNELLI, C. A. Deslocados ambientais e climáticos: uma perspectiva a partir da gestão dos espaços urbanos e da ideologia. Revista Direito Ambiental e Sociedade, v. 14, n. 1, p. 1-20, jan./jun. 2024. DOI: https://doi.org/10.18226/22370021.v14.n1.19

BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 fev. 1998. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 07 maio 2025.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 maio 2012a. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 07 maio 2025.

BRASIL. Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil; dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil; autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento de desastres; altera as Leis nºs 12.340, de 1º de dezembro de 2010, 10.257, de 10 de julho de 2001, 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.239, de 4 de outubro de 1991, e 9.394, de 20 de dezembro de 1996; e dá outras providências. Diário Oficial da União, seção 1, Brasília, DF, 11 abr. 2012b. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm. Acesso em: 27 abr. 2025.

BRASIL. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Vulnerabilidade a inundações. Portal SNIRH. [s.l.]: ANA, [s.d.]. Disponível em: https://portal1.snirh.gov.br/ana/apps/webappviewer/index.html?id=987367629d6a4bb18e876630347cec4a. Acesso em: 07 maio 2025.

BRASIL. Senado Federal. Brasil tem nova lei de segurança de barragens. Senado Notícias, Brasília, 1º out. 2020a. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/10/01/brasil-tem-nova-lei-de-seguranca-de-barragens. Acesso em: 10 maio 2025.

BRASIL. Lei nº 14.066, de 30 de setembro de 2020. Altera a Lei nº 12.334, de 20 de setembro de 2010, que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), a Lei nº 7.797, de 10 de julho de 1989, que cria o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), a Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, e o Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração). Diário Oficial da União, seção 1, Brasília, DF, 1º out. 2020b. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14066.htm. Acesso em: 10 maio 2025.

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Regional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Diagnóstico de capacidades e necessidades municipais em proteção e defesa civil. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Regional, Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/Versao_WEB__Projeto_Elos_Diagnostico_Municipal___Volume_Brasil.pdf. Acesso em: 10 maio 2025

BRASIL. Lei nº 14.750, de 12 de dezembro de 2023. Altera as Leis nº 12.608, de 10 de abril de 2012, nº 12.334, de 20 de setembro de 2010, nº 7.797, de 10 de julho de 1989, nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, e o Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967. Diário Oficial da União, seção 1, Brasília, DF, 13 dez. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14750.htm. Acesso em: 10 maio 2025.

BRASIL. Lei nº 14.944, de 31 de julho de 2024. Institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e altera as Leis nºs 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, 12.651, de 25 de maio de 2012 (Código Florestal), e 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei dos Crimes Ambientais). Diário Oficial da União, seção 1, Brasília, DF, 1º ago. 2024a. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-14944-31-julho-2024-796016-norma-pl.html. Acesso em: 10 maio 2025.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº 1.594, de 07 de maio de 2024. Institui a Política Nacional dos Deslocados Ambientais e Climáticos – PNDAC, estabelecendo seus direitos e fornecendo diretrizes para que o Poder Público promova sua proteção. Brasília, 2024b. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2431186. Acesso em: 30 set. 2025.

CAUMO, S.; LÁZARO, W. L.; OLIVEIRA JR., E. S.; BERINGUI, K.; GIODA, A.; MASSONE, C. G.; CARREIRA, R.; FREITAS JR., D. S.; IGNACIO, Â. R.; HACON, S. (2022). Human risk assessment of ash soil after 2020 wildfires in Pantanal biome (Brazil). Air Quality, Atmosphere & Health, v. 15, n. 2, p. 2239–2254, 2022. DOI: http://doi.org/10.1007/s11869-022-01248-2

DEFESA CIVIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Defesa Civil atualiza balanço das enchentes no RS – 24 abr. 2025. Porto Alegre, 24 abr. 2025. Disponível em: https://www.defesacivil.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-10-7-66b67813ba21f-66c4eed627af9-680aa31f76e02. Acesso em: 11 jun. 2025.

ENGINEERING AND TECHNOLOGY HISTORY WIKI (ETHW). Milestones: Itaipu Hydroelectric Power Plant, 1975-1984. [s.l.]: ETHW, 2 abr. 2025. Disponível em: https://ethw.org/Milestones%3AItaipu_Hydroelectric_Power_Plant%2C_1975-1984?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 10 maio 2025.

GLOBAL INFRASTRUCTURE HUB. Itaipu Hydroelectric Dam: case study [online]. Disponível em: https://www.gihub.org/connectivity-across-borders/case-studies/itaipu-hydroelectric-dam/. Acesso em: 10 maio 2025.

GONÇALVES, C. Chuva deixa mais de 160 mil desabrigados na América do Sul. Agência Brasil, Brasília, 27 dez. 2015. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-12/chuva-deixa-mais-de-160-mil-desabrigados-na-america-do-sul. Acesso em: 10 maio 2025.

HINNAWI, E. E. Environmental refugees. Nairobi: United Nations Environment Programme, 1985. Disponível em: https://digitallibrary.un.org/record/121267?v=pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

IKEDA CASTRILLON, S. K.; SILVA, C. J.; FERNANDEZ, J. R. C. Efeitos do nível de inundação sobre comunidades arbóreas em ilhas do rio Paraguai no Pantanal, Brasil. Revista Equador, Teresina, v. 9, n. 1, p. 154–173, 2020.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo demográfico 2022: resultados gerais da amostra. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2023. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/. Acesso em: 10 maio 2025.

INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS (IHU). Desastres ambientais elevam número de deslocados no Brasil. Instituto Humanitas Unisinos, 16 maio 2024. Disponível em: https://ihu.unisinos.br/categorias/639457-desastres-ambientais-elevam-numero-de-deslocados-no-brasil. Acesso em: 24 jun. 2025.

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Programa Queimadas. BDQueimadas: base de dados de focos de queimadas. Brasília: INPE, [s.d.]. Disponível em: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/queimadas/bdqueimadas/. Acesso em: 07 maio 2025.

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR MIGRATION (IOM). Glossário sobre migração. Genebra: IOM, 2009. Disponível em: https://publications.iom.int/system/files/pdf/iml22.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR MIGRATION (IOM). Environmental migrants and global governance: facts, policies and practices. Genebra: IOM, 2017. Disponível em: https://publications.iom.int/system/files/pdf/environmental_migrants.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

LABOISSIÈRE, P. Aldeia Pataxó é evacuada após rompimento de barragem em Brumadinho. Agência Brasil, Brasília, 26 jan. 2019. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-01/aldeia-pataxo-e-evacuada-apos-rompimento-de-barragem-em-brumadinho?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 10 maio 2025.

MADEIRO, C. Com década seca, 90% das cidades com mais casas vazias ficam no semiárido. Instituto Fome Zero, 10 jul. 2023. Disponível em: https://ifz.org.br/com-decada-seca-90-das-cidades-com-mais-casas-vazias-ficam-no-semiarido/. Acesso em: 10 maio 2025.

MAGALHÃES NETO, N.; EVANGELISTA, H. Human activity behind the unprecedented 2020 wildfire in Brazilian wetlands (Pantanal). Frontiers in Environmental Science, v. 10, Art. 888578, 2022. DOI: https://doi.org/10.3389/fenvs.2022.888578

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (MDR). MDR libera mais de R$ 5,8 milhões em apoio aos municípios atingidos por fortes chuvas na Bahia. Notícias, Brasília, DF, 11 dez. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/mdr-aprovou-liberacao-de-mais-r-5-8-milhoes-em-apoio-aos-municipios-atingidos-por-fortes-chuvas-na-bahia. Acesso em: 10 maio 2025.

MORATO, R.; BORNATO, T. S.; CAMILO, A. R.; et al. (2021). Distance sampling surveys reveal 17 million vertebrates directly killed by the 2020’s wildfires in the Pantanal, Brazil. Scientific Reports, v. 11, Art. 23547, 2021. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-021-02844-5

MORTON, D. C.; LE PAGE, Y.; DEFRIES, R.; COLLATZ, G. J.; HURTT, G. C. 2013. Understorey fire frequency and the fate of burned forests in southern Amazonia. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, v. 368, n. 1619, Art. 20120163, 2013. DOI: https://doi.org/10.1098/rstb.2012.0163

NAÇÕES UNIDAS. Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951). Genebra, 1951. Disponível em: https://www.acnur.org/fileadmin/Documentos/portugues/BDL/Convencao_relativa_ao_Estatuto_dos_Refugiados.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

NAÇÕES UNIDAS. Brasil lidera deslocamentos internos por desastres nas Américas. ONU News, 14 maio 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/05/1831636. Acesso em: 24 jun. 2025.

PIVELLO, V. R.; VIEIRA, I.; CHRISTIANINI, A. V.; RIBEIRO, D. B.; MENEZES, L. S.; BERLINCK, C. N.; MELO, F. P. L.; MARENGO, J. A.; TORNQUIST, C. G.; TOMAS, W. M.; OVERBECK, G. E (2021). Understanding Brazil’s catastrophic fires: Causes, consequences and policy needed to prevent future tragedies. Perspectives in Ecology and Conservation, v. 19, p. 233–255, 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.pecon.2021.06.005

RAINFOREST FOUNDATION. Fire in the Amazon. [s.l.]: Rainforest Foundation US, 2025. Disponível em: https://rainforestfoundation.org/engage/brazil-amazon-fires/. Acesso em: 10 maio 2025.

ROSA, E.; RIBEIRO, J. P.; SHIMBO, J.; MARTENEXEN, L. F.; DIAS, M.; MONTEIRO, N. C.; ARRUDDA, V. L. S.; SILVA, W. V. Nota técnica sobre seca extrema e incêndios no Pantanal em 2024. MapBiomas Brasil, 12 jul. 2024. Disponível em: https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2024/07/Mapbiomas_Nota-Tecnica_Pantanal_12.07.24.pdf. Acesso em: 09 maio 2025.

SAMARCO MINERAÇÃO. Acordo de Repactuação é assinado e dará continuidade ao processo de reparação aos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Samarco, Mariana, 25 out. 2024. Disponível em: https://www.samarco.com/acordo-de-repactuacao-e-assinado-e-dara-continuidade-ao-processo-de-reparacao-aos-danos-causados-pelo-rompimento-da-barragem-de-fundao/. Acesso em: 10 maio 2025.

SAMARCO MINERAÇÃO. Reparação Bacia do Rio Doce: histórico. [S.l.], 2025. Disponível em: https://www.reparacaobaciariodoce.com/. Acesso em: 10 maio 2025.

SILGUEIRO, V. F.; SOUZA, C. O. C. F.; MULLER, E. O.; SILVA, C. J. (2021). Dimensions of the 2020 wildfire catastrophe in the Pantanal wetland: the case of the municipality of Poconé, Mato Grosso, Brazil. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e22619, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd v10i15.22619

THOMASI, T. Z.; SANTOS, A. S. Os deslocados ambientais ou climáticos: o caso das enchentes no Rio Grande do Sul. Revista Direito Ambiental e Sociedade, v. 13, n. 2, p. 1-25, jul./dez. 2024. Disponível em: https://revistas.unifacs.br/index.php/redu/article/view/9682. Acesso em: 07 maio 2025.

TOKARNIA, M. Tragédia de Mariana faz 5 anos e população ainda aguarda reparações. Agência Brasil, Rio de Janeiro, 29 out. 2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-10/tragedia-de-mariana-faz-5-anos-e-populacao-ainda-aguarda-reparacoes?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 10 maio 2025.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). No Brasil, desastres socioambientais e violência impulsionam as migrações internas. Jornal da USP, 18 jul. 2023. https://jornal.usp.br/?p=661326

VALE S.A. Reparação. [S.l.: s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://vale.com/pt/reparacao. Acesso em: 07 maio 2025.

VEDOVATO, L. R.; FRANZOLIN, C. J.; ROQUE, L. Deslocamento ambiental e dignidade da pessoa humana: entre a proteção internacional e os desafios do reconhecimento jurídico no Brasil. Revista Direito e Práxis, v. 11, n. 3, p. 1325–1351, jul./set. 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/2179-8966/2019/40183

Publicado

29-10-2026

Cómo citar

José da Silva, T., Alves Ferreira, J., & Galvão Tavares, G. (2026). Deslocamento ambiental:: distinções conceituais, causas e lacunas na proteção jurídica. Revista Derecho Ambiental & Sociedad, 16(1), 1–18. https://doi.org/10.18226/22370021.v16.n1.11

Artículos similares

<< < 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.