ENTRE SOBERANÍA Y EFICIENCIA: EL PLAN BRASILEÑO DE INTELIGENCIA ARTIFICIAL COMO CÓDIGO TÉCNICO
o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial como código técnico
DOI:
https://doi.org/10.18226/21784612.v30.e025025Palabras clave:
Inteligencia Artificial, Plan Brasileño de IA (PBIA), Código Técnico, Gobernanza Democrática, Teoría Crítica de la TecnologíaResumen
Este artículo analiza el Plan Brasileño de Inteligencia Artificial (PBIA) como expresión de un código técnico en formación, a la luz de la Teoría Crítica de la Tecnología de Andrew Feenberg. El objetivo es investigar en qué medida el plan institucionaliza un código que orienta la gobernanza de la IA en Brasil, identificando sus presupuestos técnicos y valores sociales. Para ello, se adopta un enfoque cualitativo de análisis documental crítico, fundamentado en la filosofía de la tecnología y en la investigación cualitativa crítica, que comprende los fenómenos sociales como construcciones históricas y normativas atravesadas por relaciones de poder. El PBIA es tratado como un artefacto sociotécnico normativo, analizado mediante una lente que articula el código técnico (Feenberg), la política de los artefactos (Winner) y la mediación moral (Verbeek). Los resultados evidencian que, aunque el PBIA movilice un discurso ético-inclusivo centrado en el pilar “IA para el Bien de Todos”, su estructura revela el predominio de una racionalidad instrumental. Esta lógica subordina principios sociales a criterios de eficiencia y competitividad, en los que el "bien de todos" es mediado por el desempeño funcional. La asimetría presupuestaria corrobora este hallazgo: el 59,9% de las inversiones se destinan a la innovación empresarial, frente al 0,5% para la regulación democrática y el 5% para la formación ciudadana. Valores como la diversidad y la inclusión tienden a ser absorbidos por una lógica de cumplimiento técnico (compliance), resultando en mediaciones morales débiles, incapaces de reconfigurar la lógica dominante. A pesar de la tendencia a la despolitización, la investigación identifica brechas normativas y potenciales de racionalización subversiva en el plan, como los compromisos con la diversidad cultural y la sostenibilidad ambiental. Se concluye que el PBIA estabiliza intereses hegemónicos bajo la apariencia de neutralidad operacional, pero permanece como un campo de disputa política. El estudio destaca que la gobernanza de la IA en Brasil exige superar la dicotomía entre técnica y política. Su democratización dependerá, por tanto, de la creación de arenas deliberativas capaces de redistribuir el poder técnico e insertar la participación ciudadana en el centro de la definición de los rumbos tecnológicos del país.
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