Intelectual nómada
pensar y luchar en el plano de lo común
DOI:
https://doi.org/10.18226/21784612.v30.e025014Palabras clave:
intelectual, nomadismo, filosofía de la diferencia, devinirResumen
El presente artículo tiene como objetivo pensar en la figura del intelectual nómada como agente político y revolucionario que experimenta nuevas subjetividades y la constitución de nuevos territorios, tomando lo común como una potencia creativa. Para ello, inicialmente exploramos a los teóricos que consideran al intelectual como un problema de la modernidad, reflexionando sobre su papel en las estructuras de poder y conocimiento. Luego, nos enfocamos en la filosofía de la diferencia de Deleuze y Guattari, en diálogo con autores alineados con esta perspectiva teórica, para construir lo que llamamos el intelectual nómada. Inspirado en las ideas de Foucault sobre el intelectual específico, este nuevo tipo de agente político se involucra en las luchas locales y en las dinámicas de poder, operando a través de una lógica de resistencia nómada. Finalmente, la potencia nómada, con su máquina de guerra, emerge de lo común, a partir de las redes que se forman en las luchas políticas, apostando por la posibilidad de sacudir las estructuras del aparato estatal, especialmente en tiempos en los que tanto la figura del intelectual como la ciencia misma se ven desacreditadas por movimientos reaccionarios. En conclusión, el intelectual nómada se presenta como una figura tanto crítica como creativa, ofreciendo una nueva forma de pensar el conocimiento, el poder y la política, revelándose como un agente de transformación social.
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