El asombro en el filosofar
una perspectiva de los estados de ánimo en la enseñanza de la filosofía
DOI:
https://doi.org/10.18226/21784612.v30.e025021Palavras-chave:
ensino de filosofia, assombro, estados de ânimo, interafetividade, sentimento de estranhamentoResumo
O assombro tem sido tradicionalmente compreendido como uma experiência afetiva estreitamente vinculada ao conhecimento e, em abordagens contemporâneas, como um estado de ânimo constitutivo do filosofar. A partir dessas perspectivas, o assombro costuma originar-se em uma experiência de estranhamento que interrompe a familiaridade do mundo e abre uma disposição de atenção e de abertura diante do desconhecido. Este artigo retoma tais elaborações filosóficas, da antiguidade ao pensamento contemporâneo, para examiná-las no campo da educação, com especial atenção ao ensino de filosofia. A partir desse percurso, problematiza-se a concepção do assombro como uma vivência puramente individual ou solipsista e propõe-se, em contrapartida, compreendê-lo como uma experiência que pode ser suscitada, acompanhada e cultivada em sala de aula. Nesse sentido, sugere-se pensar o assombro como um estado de ânimo interafetivo que emerge na relação entre docentes e estudantes e que se configura em dinâmicas de atenção compartilhada, diálogo e exploração conjunta. A partir desse marco, o professor não transmite a filosofia como um repertório de saberes acabados, mas promove uma atitude interrogativa e reflexiva diante do conhecimento, que se desdobra na experiência comum da sala de aula e com a qual os estudantes podem ressoar de modo significativo. Por fim, o artigo reflete sobre a tese de que o ensino de filosofia constitui um problema filosófico em si mesmo, sobre o objeto próprio do ensino filosófico e sobre o tipo de disposição anímica que o assombro favorece no exercício do filosofar.
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