Avaliação e análise dos estágios de desenvolvimento de startups brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.18226/23190639.v13n1.05Palavras-chave:
Startup, Inovação, Ciclo de vida organizacional, Maturidade de startupsResumo
Em um cenário de inovação, repleto de incertezas e desafios, é necessário entender e se aprofundar na cultura e estratégias das startups. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é avaliar os estágios de desenvolvimento das startups brasileiras por meio de um questionário baseado em quatro constructos: gestão, liderança e cultura, agilidade e estratégia de produto, e estratégia de negócio. Após uma revisão da literatura e levantamento de estudos semelhantes, foi proposto um questionário utilizando a metodologia survey, aplicado a 68 startups, abrangendo empresas de 11 estados brasileiros diferentes. Com base nos resultados, foram propostas ações e estratégias para direcionar startups nos estágios de maturidade de escala e tração. O questionário desenvolvido é único, baseando-se em outros estudos, mas também apresentando questões originais. Este estudo se destaca por ser o primeiro a avaliar startups com base nos quatro constructos conjuntamente, oferecendo insights valiosos para aquelas em estágios de tração e escala. Entre os principais achados, identificaram-se diferenças de perspectiva entre os estágios de tração e escala, bem como entre diferentes níveis hierárquicos dentro das startups. Além disso, foram observadas oportunidades de melhoria na gestão do conhecimento e da inovação no contexto organizacional. Metodologicamente, este estudo propõe e valida um método para avaliar a maturidade de startups sob diversos aspectos, podendo ser replicado por outros pesquisadores. Além disso, o estudo apresenta um panorama das startups no Brasil e fornece direcionadores estratégicos para apoiar os tomadores de decisão das startups.
Referências
ABStartups. (2022). Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups. https://abstartups.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Mapeamento-de-Startups-Brasil-2022.pdf
Anthony, D., Gilbert, G., & Johnson, W. (2017). Dual transformation: How to reposition today’s business while creating the future. Harvard Business Review Press.
Arruda, Â., Chrisóstomo, E., & Rios, S. (2010). A importância da liderança nas organizações. Revista Razão Contábil & Finanças, 1(1), 1-15.
Aulet, B. (2013). Disciplined entrepreneurship: 24 steps to a successful startup. Wiley.
Blank, S., & Dorf, B. (2014). Startup: manual do empreendedor o guia passo a passo para construir uma grande companhia. Alta Books.
Blank, S. (2013). Why the lean start-up changes everything. Harvard Business Review.
Bridges, W. (1998). As empresas também precisam de terapia. Gente.
Carvalho, H., Reis, D., & Cavalcante, M. (2011). Gestão da inovação. Aymará Educação.
CB Insights. (2021). The top 12 reasons startups fail. https://www.cbinsights.com/research/report/startup-failure-reasons-top/
Churchill, N. C., & Lewis, V. L. (1983). The five stages of small business growth. Harvard Business Review.
Cooper, R., & Sommer, A. (2016). The Agile-Stage-Gate Hybrid Model: A Promising New Approach Research Opportunity. Journal of Product Innovation Management. https://doi.org/10.1111/jpim.12314
Couto, M. (2019). Análise do ciclo de vida das startups: características, agentes e riscos associados. Dissertação de Mestrado. Universidade de São Paulo.
Dias, N. (2023). Brasil tem abertura de mais de 7 mil startups nos últimos 10 anos. Cortex Intelligence. https://www.cortex-intelligence.com/intelligence-review/brasil-tem-abertura-de-mais-de-7-mil-startups-nos-%C3%BAltimos-10-anos
Gil, A. C. (2022). Métodos e técnicas de pesquisa social (7ª ed.). Atlas.
IBGC. (2019). Governança Corporativa para startups & scale-ups. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.
Kazanjian, R. K. (1988). Relation of dominant problems to stage of growth in technology-based new ventures. Academy of Management Journal. https://doi.org/10.5465/256548
Kulak, S. Inovação em empresas paranaenses de micro e pequeno porte: estudo de caso do Projeto Ali/Programa Brasil Mais. Revista Brasileira de Gestão e Inovação, v. 10, n. 3, p. 25-47, 2023. https://doi.org/10.18226/23190639.v10n3.02
Lester, D. L., Parnell, J. A., & Carraher, S. (2003). Organizational life cycle: a five-stage empirical scale. The International Journal of Organizational Analysis. https://doi.org/10.1108/eb028979
McGrath, R. (2017). Executive strategy masterclass. Engage/Innovate. https://www.engage-innovate.com/wp-content/uploads/2017/10/Rita-McGrath-Masterclass-Executive-Summary-2017-compressed.pdf
Miller, D., & Friesen, P. H. (1984). A longitudinal study of the corporate life cycle. Management Science, 30(10), 1161-1183. https://doi.org/10.1287/mnsc.30.10.1161
Nogueira, V. S., & Oliveira, C. A. A. (2015). Causa da mortalidade das startups brasileiras: como aumentar as chances de sobrevivência no mercado. Fundação Dom Cabral.
Ries, E. (2011). The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Business. Crown Business.
Rodrigues, F. (2023). Continuous Discovery Habits: insights de 4 tópicos principais. Cursos PM3. https://cursospm3.com.br/blog/continuous-discovery-habits-insights/
Sebrae. (2022). Entenda a diferença entre empresa tradicional e startup. https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-a-diferenca-entre-empresa-tradicional-e-startup
Turetta, A. L.; Junior, S. L. Corporate venture capital for establishing links between large and traditional industrial companies and startup firms: A regional innovation system survey. Revista Brasileira de Gestão e Inovação, v. 10, n. 2, p. 92-107, 2023. https://doi.org/10.18226/23190639.v10n2.06
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Beatriz Lavezo dos Reis, Julia Cristina Bogoni

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Declaro que o presente artigo é original, não tendo sido submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou em sua totalidade. Declaro, ainda, que uma vez publicado na Revista Brasileira de Gestão e Inovação (Brazilian Journal of Management & Innovation), o mesmo jamais será submetido por mim ou por qualquer um dos demais co-autores a qualquer outro periódico. Através deste instrumento, em meu nome e em nome dos demais co-autores, porventura existentes, cedo os direitos autorais do referido artigo Revista Brasileira de Gestão e Inovação (Brazilian Journal of Management & Innovation), que está autorizada a publicá-lo em meio impresso, digital, ou outro existente, sem retribuição financeira para os autores. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.


