ESG e justiça territorial no turismo latino-americano
reflexões críticas para uma agenda de sustentabilidade
DOI:
https://doi.org/10.18226/21789061.v18ip180102Palavras-chave:
ESG, Turismo, Justiça Territorial, Desenvolvimento Territorial, SustentabilidadeResumo
A crescente incorporação das agendas ESG (Environmental, Social and Governance) ao turismo tem ampliado os debates sobre sustentabilidade, governança e responsabilidade corporativa no setor. Contudo, a predominância de abordagens voltadas à avaliação do desempenho organizacional tem limitado a compreensão das implicações territoriais e distributivas associadas ao desenvolvimento turístico, especialmente em regiões marcadas por desigualdades históricas, como a América Latina. Este ensaio teórico-analítico tem como objetivo problematizar os limites dos modelos ESG aplicados ao turismo latino-americano e propor uma aproximação conceitual com a perspectiva da justiça territorial. A partir de revisão crítica e interpretativa da literatura sobre ESG, sustentabilidade, geografia crítica, justiça espacial e turismo, argumenta-se que a avaliação da sustentabilidade não pode restringir-se aos resultados corporativos, devendo considerar as relações entre território, poder, participação social e distribuição dos benefícios econômicos produzidos pela atividade turística. Como principal contribuição, o estudo desenvolve um framework analítico fundamentado nas dimensões de territorialização, participação e redistribuição, oferecendo uma perspectiva capaz de articular sustentabilidade empresarial, desenvolvimento territorial e justiça social. Conclui-se que a ampliação do debate sobre ESG no turismo requer abordagens mais sensíveis às especificidades territoriais e às desigualdades estruturais que caracterizam os destinos latino-americanos.
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