Avesso do Turismo-Trama e Artesanias na América Latina
segregação e controle na ordem do desejo
DOI:
https://doi.org/10.18226/21789061.v18ip180103Palavras-chave:
Avesso do Turismo, Esquizoanálise, Artesania, América Latina, DesejoResumo
O presente ensaio teórico tem como objetivo apresentar de Avesso do Turismo na América Latina, fundamentado no pressuposto epistêmico Artesania, como contraponto à segregação e o controle na ordem do Desejo. Compreende-se Turismo a partir da proposta de Trama-Ecossistêmica, em que a prática turística não é reduzida à lógica mercadológica e normativa, operando como mecanismo de produção de subjetividades. A partir da Esquizoanálise, o texto compreende o desejo como força produtiva e criadora, contrapondo-se à sua redução à falta e ao consumo. Nesse contexto, a América Latina é percebida como território marcado por condições de intempérie, mas também por potencialidades desde seu avesso capazes de produzir formas singulares de viagem e turismo para além das narrativas hegemônicas. O referencial é composto também pela ideia de micropolítica do desejo, entendida como possibilidade de resistência aos mecanismos de controle do Capitalismo Mundial Integrado. Os aspectos metodológicos são compostos, principalmente, pela Cartografia dos Saberes, que orienta a investigação a partir de uma perspectiva complexa, holística e processual. Nesse percurso, o conceito de Artesania valoriza produções cuidadosas, singulares e conectadas aos ecossistemas, em oposição à lógica padronizada do capitalismo. Conclui-se que o Avesso do Turismo-Trama revela dimensões invisibilizadas pela “Fachada do Turismo”, reconhecendo viagens, saberes e desejos produzidos nas margens. Assim, o turismo é compreendido como processo de produção de vida, encontro e reinvenção, constituindo uma prática de resistência, criação e emancipação na América Latina.
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