A cidade de São Paulo em (des)construção
uma análise de Baby, de Marcelo Caetano
DOI:
https://doi.org/10.18226/21782687.V23.N01.08Palavras-chave:
Cinema Brasileiro, Cidade, Marcelo Caetano, Espaço Urbano, LGBTQIA+Resumo
O presente artigo busca analisar como Baby (2024), de Marcelo Caetano, transforma São Paulo em um protagonista ativo de sua narrativa, explorando a relação dialética entre cidade e cinema. Partindo de teorias como as de Kracauer (1960) e Penz e Lu (2011), demonstra-se que o filme ultrapassa a representação convencional do espaço urbano, registrando locais marginalizados como pensões, ruas, praças e cinemas pornô como arquivos de memória em vias de apagamento. A filmagem no fluxo da cidade reforça uma estética híbrida, entre documentário e ficção, que captura a precariedade e a beleza do centro paulistano, como queria Caetano. A análise destaca ainda a equipe técnica na construção de uma São Paulo vibrante, onde cores e contrastes sociais se entrelaçam.
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