Etnografia e comunicação intersensorial
a concretude do gosto na Feira do Guamá
DOI:
https://doi.org/10.18226/21782687.V23.N01.09Parole chiave:
EtnografiEtnografia sensorial, Comunicação intersensorial, Interação, Gosto, Forma socialAbstract
O objetivo deste trabalho, é discutir a relação entre a comunicação intersensorial na conformação do gosto vivenciado na feira do Guamá. O trabalho parte de uma etnografia sensorial (Pink, 2010; 2009 [2017]) realizada entre agosto de 2011 e agosto de 2017. Foi utilizado como procedimento teórico-metodológico a fenomenologia de Gadamer (1976) e de Merleau-Ponty (1945), procurando estabelecer uma fusão entre a reflexão etnográfica e a redução, ou a descrição fenomenológica, com o objetivo de escavar os sentidos das interações sensoriais a partir dos processos de comunicação dos sentidos do corpo e produzidos através dele nas formas de interagir na feira do Guamá (Belém-Pará) e, a partir de então, na conformação do gosto ali vivenciado. Ou seja, procuramos compreender como o gosto na feira é produzido a partir dos processos cognitivos percebidos pelo corpo e, ao mesmo tempo, produzido pelos sentidos no seio das interações ali produzidas, gerando processos comunicacionais e, participando, assim, do engendramento e das sociações ou formas sociais (Simmel, 1983, 2006; 2013) ali geradas. Diferencia-se de abordagens metodológicas anteriores ao focar especificamente no gosto como resultado da comunicação intersensorial.
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