Território, corpo e memória nas letras de samba “Meu Lugar” e “Meu Nome é Favela”

Autores

Palavras-chave:

Samba, performance, Corpo, Território, Memória

Resumo

Este artigo analisa duas letras de samba como textos performativos que entrecruzam memória, corpo e território na construção de identidades e saberes periféricos. A partir da análise das canções “Meu Nome é Favela” e “Meu Lugar”, interpretadas por Arlindo Cruz, e da ancoragem nos estudos da performance (Zumthor; Schechner; Martins), propõe-se compreender o samba como ato de memória e resistência, no qual as ações cotidianas da favela e do bairro possuem essência política, pedagógica e ancestral. As letras, os corpos em movimento e os territórios evocados emergem como arquivos vivos, dispositivos pedagógicos e políticos que desestabilizam narrativas históricas lineares. O corpo, entendido como corpo-tela e corpo-pólis, atua como testemunho das violências e das potências que atravessam os espaços urbanos marginalizados, reafirmando o samba como território de invenção cultural, cura coletiva e afirmação identitária.

Biografia do Autor

Beatriz de Jesus Pereira, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Mestranda do programa de pós graduação em letras da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGL - UFES) e graduada em Letras - Português e Espanhol pela Universidade Federal do Espírito Santo (2024)

João Claudio Arendt, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Professor adjunto na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e professor voluntário permanente no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. Possui Estágio Pós-doutoral no Instituto Latino-americano da Universidade Livre de Berlim (2011); Doutor em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2000); Mestre em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1996); Licenciado em Letras Português/Alemão pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1993). É coordenador do GT História da Literatura da ANPOLL. Foi Professor visitante no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Mato grosso do Sul (2019-2020) e na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), professor substituto na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES e coordenador dos Programas de Mestrado em Letras e Cultura da Universidade de Caxias do Sul e de Doutorado em Letras - Associação Ampla UCS/Uniritter (2013-2017). Seus interesses de pesquisa recaem sobre leitura e recepção, história literária, sistema literário, identidade regional e regionalidade na literatura brasileira. Foi fundador e editor-chefe da Revista Eletrônica ANTARES: LETRAS E HUMANIDADES (2009-2019). É poeta e tradutor.

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Publicado

2026-08-01

Como Citar

de Jesus Pereira, B., & Arendt, J. C. (2026). Território, corpo e memória nas letras de samba “Meu Lugar” e “Meu Nome é Favela”. ANTARES: Letras E Humanidades, 18(40). Recuperado de https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/antares/article/view/14609