DEPOIS DAS CATÁSTROFES, AS RUÍNAS: ARTEFATOS SUBLIMES OU SÍMBOLOS DA BARBÁRIE?
Palavras-chave:
Ruínas., Sublime, Catástrofe, Patrimônio CulturalResumo
As ruínas provocadas por catástrofe ganharam infelizmente proeminência na sociedade contemporânea assolada por guerras, chacinas, terremotos, erupções vulcânicas. Nesse sentido, a proposta do artigo é aproveitar as reflexões de Georg Simmel sobre as ruínas e as de Edmund Burke, Immanuel Kant e Friedrich Schiller sobre o sublime, para definir o significado conceitual das ruínas catástrofes, distinguindo as provocadas pelos seres humanas das provocadas pelas forças da natureza. Em termos metodológicos, como exemplos empíricos para a argumentação, foram utilizadas as pinturas românticas (Caspar David Friedrich e Francesco Guardi) e as ruínas do Convento do Carmo em Lisboa, de Oradour-sur-Glane na França, de Pompeia na Itália e do Memorial da Bomba Atômica no Japão. Concluiu-se, a partir de Walter Benjamin, que as ruínas catástrofes, longe de serem meramente artefatos estéticos, são documentos da barbárie.